Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Ecos de Marraquexe

Terça-Feira, 21 de Agosto. Às 5.30h da matina berra o despertador na mesa de cabeceira. Duche rápido e ála, lá vai o gajo e a sua cara metade a caminho da Portela. Destino: Marraquexe, com escala em Casablanca.

Chek in feito ai vão eles pela pista fora até ao avião. Avião que é como que diz, que aquilo de coisa alada só tinha mesmo as asas. Parece que a RAM - Royal Air Maroc - está a cortar nos voos e por isso viajámos numa coisa que há uns anos servia para transportar galinhas e que agora serve para fazer a ligação Lisboa - Casablanca...

Chegados a Casablanca e depois de já estarmos à vinte minutos na fila dos voos domésticos, ouvimos nos altifalantes o nosso nome, afinal estavamos no sitio errado, tinhamos de ir para a porta das correspondências, o que vale é que os gajos também são simpáticos e o avião esperou por nós... Para a ligação Casablanca - Marraquexe a RAM dignou-se a apresentar um Boing 737-500 o que só lhe ficou bem...

13.00h chegada a Marraquexe. 13.15h a confirmação. A bagagem tinha ficado em Lisboa...

O resto da tarde foi para ambientação ao quarto de hotel e a toda a sua mobília...

Ao fim da tarde, pela fresquinha que os 33 graus permitiam partimos à descoberta das ruas mais próximas do hotel.

Ao encontrarmos um mercado nem hesitamos. Enfiamos por ali a dentro como se fossemos donos daquilo. Má ideia!!!

Fomos imediatamente raptados pelo Amed, que nos impingiu dois cinzeiros horríveis à conta do nosso medo e da conversa de que tinha sido pai naquele dia de uma menina a quem chamara Sara. Medo porquê?, perguntam vocês. Medo porque mal nos apanhou ao alcance da sua mão o Amed enfiou-nos dentro da sua tabanca, mandou-nos sentar na parede mais longe da entrada enquanto ele e um amigo se sentaram de forma a obstruirem-nos a passagem, sacou de uma pedras de haxixe, ligou o seu rádio de onde saiu a voz do Marley e disse-nos: então vamos lá conversar um pouco enquanto não vem o chá de menta!

Ora porra, escusado será dizer que por esta altura eu e a minha gaja trocavamos olhares aterrados e pensavamos na maneira mais fácil de sair dali...

O Amed, que noutras circunstâncias eu teria considerado uma simpatia, aumentou o volume do rádio - I love Bob Marley!, dizia - enfiou dois cinzeiros num saco de plástico, deu duas passas no charro e passou-me para as mãos os cinzeiros e a ganza. - Cheguei à pouco do hospital, dizia, fumem e bebam comigo para comemorar. Aqui o gajo, sem saber o que fazer lá agarrou nos cinzeiros, mandou umas baforardas na coisa, olhou para a mulher e em uníssono lá se levantaram. O Amed puxava-nos para que nos sentássemos, ainda faltava o chá dizia, mas eu e a mulher, que eramos os únicos ocidentais no mercado, agradecemos muito mas que não podíamos ficar. Tinhamos amigos à espera, que aliás deviam estar à porta do mercado e que entretanto vinham à nossa procura, por isso não podiamos ficar.

Relutantes, e depois de lhes ter dado 2.00 euros por dois cinzeiros que nem sequer escolhi, o Amed e o amigo lá nos deixaram sair.

Já fora do mercado respiramos fundo, marcámos a rua para lá não voltarmos e demos corda aos sapatos...

Jantámos numa Pizza Hut, que por questões culturais substitui a cheese-ham por margueritas, onde por duas pizzas individuais e duas coca-colas pagámos 10.00 euros. Cambada de chulos estes fast-food cá em Portugal...

De pança cheia resolvemos encarar o caminho de volta. Não é fácil circular em Marraquexe, nem de carro nem a pé, pelo menos durante o período inicial de habituação, ainda assim conseguimos chegar ao hotel sem grandes sobressaltos.

E assim foi o nosso primeiro dia em Marraquexe...

 

publicado por Flame às 15:14
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Orgulhosamente sós? Uma porra!!!

Epá, afinal não resisti. Que se lixe a muralha de pastas que me rodeia, mas tenho mesmo de dizer qualquer coisa sobre o assunto.

O assunto é a dupla nacionalidade de Pepe e a sua utilização na Selecção Nacional de Futebol, o sub-assunto - sub-assunto é assim uma espécie de ponto 1.1 da coisa - é o "orgulhosamente sós", tão em voga no tempo da "outra senhora".

Ora acerca de tudo isto apraz-me fazer o seguinte comentário: Mas o pessoal anda todo parvo?

Eu sei que o futebol é uma coisa do coração, que é muito dificil tecer acerca dele comentários racionais, mas tudo tem os seus limites... ou não??

Pois para mim a coisa é muito simples.

O homem não paga impostos como nós? Não desconta para a Segurança Social? Se for convocado pelo Mister Scolari não vai correr como os outros? Então para quê tanta hipocrisia??

Deixem-se de coisas, barafustam por causa do Pepe ter dupla nacionalidade e jogar pela Selecção Nacional e ficam todos contentes porque o Sr. Amilcar que emigrou para o "Paris de France" há trinta e tal anos e agora foi eleito para a Mairie de um qualquer canto esconço da divisão administrativa francesa.... E se a Srª D. Marianne também fosse aos arames por causa destas quezílias nacionalistas? Ia-mos pedir conta ao Tribunal Europeu?

Metam uma coisa na cabeça de uma vez por todas. Sózinhos, como queria o Sr. António Oliveira, não vamos a lado nenhum. Não iamos no tempo do Sr. António e de certeza não vamos nos tempos que correm.

Para os meus modestos neurónios isto não tem muito que saber. Há que saber aproveitar as oportunidades e espreme-las aos máximo, aproveitando polpa, sumo e caroço...

Somos pequenos demais para nos aguentarmos sózinhos neste mundo, por isso toda a ajuda é pouca, há que a aproveitar.

Por esta ordem de ideias vamos recusar a ajuda que os outros países nos têm oferecido, por exemplo no caso dos incendios aqui há uns anos,ou quando tivermos umas cheias apocalipticas que nos arranquem as batatas, molhem os ortelhos e dêem cabo do resto da economia. Também vamos recusar a ajuda externa?

Parece que sim! Isto porque cá pelo cantinho nós somos muito orgulhosos e preferimos agonizar lentamente que receber de braços abertos aquilo ou aqueles que nos pode/podem ajudar...

Deixemo-nos de coisas e vamos mas é agradecer o facto de que para o Pepe somos um bom País e um bom Povo, que lhe merecem o respeito suficiente para que ele peça para ser PORTUGUÊS!!

Isto para mim é motivo de Orgulho. Ter pessoas a querer a minha nacionalidade... o resto, o resto como dizia o outro são fait-divers.

 

publicado por Flame às 17:57
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Acabaram-se as férias! (O gajo está de volta..., quase!)

Et voilá!!! Acabaram-se as férias estivais. O gajo está de volta.

Mais rico - óh experiência fantástica a visita a Marraquexe -, mais magro - ainda me surpreendo como consigo continuar a perder peso, devo estar prestes a desaperecer no ar, assim tipo génio da lâmpada, mas mais fumo e menos génio -, com mais trabalho, a secretária está atravancada com pastas e mais pastas - desconfio que durante as minhas férias ninguém fez puto neste escritório -, mas cheio de vontade de trabalhar, à espera do dia 17 para saber se entrei na Universidade e com algumas ideias para uns modestos escritos. Assim, e quando baixar a altura das pastas na minha secretária prometo voltar em força. Ah, é verdade e também me fartei de ler. Surpreendi-me a mim mesmo, consegui ler 5 livros da minha lista pelo que vou ter de começar a acrescentar titulos - aceitam-se sugestões -.

Ao pessoal que costumo visitar e comentar, não me levem a mal se não deixar para já os habituais comentários mas, é verdade mesmo, tenho de dar conta do trabalho primeiro. 

Ora então por hoje está feito o post. Até amanhã.

A todos continuação de boas férias, de bom trabalho ou o que quer que melhor vos aprouver...

publicado por Flame às 15:22
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

O gajo vai de férias. (É um sortudo o sacola!)

Minha gente, é hoje! Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007. Último dia de trabalho. Vou de férias até ao fim do mês.

Vou curtir o nosso Portugal.

Vou curtir a minha mulher.

Vou curtir com a minha mulher.

Vou ser mais um encravado nos engarrafamentos para a praia, a fugir das emigrâncias que por esta altura fazem disparar os indíces de densidade populacional, apanhar pelo menos dois escaldões.

Vou acordar tarde, com tais ressacas que vou prometer a mim mesmo nunca mais beber, pelo menos até me esquecer das promessas.

Vou uma semana para Marrocos passear com a minha cara metade, beber muito chá de menta e apanhar grandes secas nos souks, à caça disto para a prima e daquilo para a tia, fotografar tudo e mais alguma coisa, regatear com os marroquinos e ser chulado na mesma porque os gajos também já aprenderam as manhas do capitalismo.

Vou regressar a Portugal.

Vou voltar a ficar encalacrado no trânsito, a insultar os emigrantes que, com os seus ranchos de filhos, tios, pais, cães e gatos não me vão deixar curtir a ressaca, calmamente deitado sobre a areia da praia.

Vou dar um avanço na lista de leituras.

Vou ouvir muita música.

Enfim vou estar de férias.

Quanto a vocês, desejo-vos tudo de bom. Boas férias, bom trabalho, boa escrita, boas leituras, e olhem, que sejam felizes durante a minha ausência.

Por hoje vou arrastando a minha micose por este escritório, olhos postos no relógio, em extase até às 18.30, para aí soltar um suspiro e dar corda aos sapatos para fugir daqui para fora...

Até dia 29.

Fiquem bem!

 

 

 

publicado por Flame às 10:32
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Estes ingleses são loucos...

Estes ingleses são loucos!!! Sim, se Obélix passeasse por esta altura os seus menires cá pelo burgo de certeza que o ouviríamos exclamar esta frase muitas vezes!

Eu sei que estou constipado, facto que me abranda em muito o raciocínio, mas porra, vocês já leram os jornais hoje?

Então parece que agora, e isto segundo o The Times, que não é nenhum 24Horas, é a polícia portuguesa que está a incriminar os súbditos de Sua Majestade Isabel II - isto convém sempre indicar a majestade, não venham aí uns espanhois, monegascos ou quaisquer outros súbditos darem-me umas arrochadas valentes -, bem como os jornais portugueses.

Ora meus amigos, em relação aos métodos da PJ não me pronuncio, porque percebo tanto disso como de lagares de azeite, agora em relação ao comportamento dos média, isso já é outra história. Não que seja um entendido no jornalismo em particular e na imprensa em geral mas, tenho dois olhos que me permitem ver - estes dias não muito por causa das lágrimas provocadas pela constipação e que me deixam com uma expressão assim entre as trombas de um cherne e de um cavalo, ofegante, após Ascott - e um cérebro onde habitam alguns neurónios - dois mais concretamente -, e porra... não  me lixem então vêem-se queixar de jornais sensacionalistas, os senhores inventores - ou pelo menos o seu expoente máximo - do jornalismo sensionalista.

Custa-lhes morrer pelo seu próprio veneno? Azar! Agora não se queixem.

Pode ser da minha constipação, do meu natural embirramento com os bifes - que para mim são no prato, de preferência com molho de três pimentas e uma imperial a acompanhar e não uns corpos andarajosos, mais cor de rosa que um porco que apanhou uma insolação -, mas é bem feito. É bem feito que venham armados aos cágados cá para o nosso cantinho e que sejam surpreendidos pela brilhante imprensa portuguesa. Atenção que "brilhante imprensa portuguesa" se refere a este caso concreto, isto porque salvo raras excepções, que normalmente saiem ao fim de semana, "brilhante" é adjectivo transformado em hipérbole quando usado neste contexto.

"Com ferro matas, com ferro hás-de morrer", nem mais!!!

 

publicado por Flame às 12:20
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

O gajo 'tá constipado!

Apesar de muito me esforçar, tenho de dar a mão à palmatória e admitir que não dá.

Estou constipado porra! Tenho tal quantidade de fluido nas minhas fossas nasais que desconfio que já começou a infiltar-se no meu cérebro.

Os meus dois neurónios, já lentos de natureza, não dão vazão à coisa. No espaço que sobra dentro desta verdadeira escultura de David que é a minha caixa craneana, as hipérboles andam à porrada com as metáforas, os artigos resolveram voltar as costas aos pronomes, as alegorias, essas, desconfio que estão a banhos no Allgarve, sim leram bem, Allgarve porque as minhas alegorias não são umas alegorias quaisquer e só se dão com o verdadeiro pessoal da alta, por outro lado, o teclado já se recusa a trabalhar tal a quantidade de ranho que habita no espaço entre teclas, tenho o monitor com tantos saplicos que já nem consigo distinguir a pontuação, por isso desisto!

Meus amigos, o Flame está de recobro. Vou ver se a minha xepa me faz um cházinho de limão e se me cobre de mimos e carinho para me passar a merda da constipação!

Espero que não fiquem desiludidos, prometo que vou fazer os possíveis para estar de regresso rápidamente.

 

Ah, e também não vale a pena irem ao outro blog: euevoces.blogs.sapo.pt - porque se a cabecinha não dá para aqui, para lá muito menos.

 

Assim, e como diziam aqueles senhores que apareciam por alturas do Natal na RTP, "Adeus e até ao meu regresso!"

publicado por Flame às 16:38
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Decidam-se!!

Num destes dias, estava aqui o vosso amigo a tornar-se num sofá pelo processo de osmose quando, diz a cara metade, «Agora caía mesmo bem um corneto de chocolate.», eu que tudo faço para que a dita esteja feliz - enquanto assim estiver eu estou completamente à vontade para me ensofar a meu bel-prazer -, levantei-me de um pulo e lá me dirigi às bombas de gasolina para comprar os ditos gelados.

A noite estava amena e no céu as estrelas sorriam para mim. Atacado pela boa disposição resolvi fazer os cerca de duzentos metros até à estação de serviço montado nas minhas havaianas. Enfiei os auscultadores do leitor de Mp3 nos ouvidos e lá fui eu, embalado pela música da Fiona Apple, a quem também recorro para ver se consigo mais umas luzes de como funcionam as mulheres...

Já com cerca de metade do percurso para trás das costas apercebo-me de um carro que abranda ao meu lado. Dou-lhe uma olhadela pelo canto do olho - como é que um olho redondo tem cantos é que ainda não percebi - e reparo que estou a ser seguido pela polícia.

Os Srs. Agentes pedem-me então para parar e imobilizaram a viatura ali mesmo à beira da estrada.

«Então para onde se dirige o jovem?» indaga um dos Agentes.

«Ali à bomba.» respondo eu.

«E o jovem não sabe que não convém andar na rua com isso nos ouvidos?»

«Óh Sr. Agente, são riscos que se correm...»

« E a sua identificação têm-na consigo?»

Aqui pára. Penso eu para o colarinho da minha t-shirt, já que não tinha botões com quem falar.

Mas será que cometi algum crime e não me dei conta? Não me digam que o meu Alter-Ego andou por aí a fazer das suas e agora vou ter de pagar pelos crimes de um personagem que habita a confusão da minha psique...

«A minha identificação? Tenho sim senhor.» E zás, deito a manápula ao bolso dos calções para tirar a carteira. Para quê? Simples, para deixar cair à frente dos Agentes o pacote das mortalhas aLeda e um bocado da ganza que tinha sobrado do charro que tinha estado a fazer e a fumar no conforto do lar na companhia da esposa...

«Ora, ora...» exclama um dos agentes.

E eu «Ora merda....»

«Então onde é que o jovem arranjou isto?»

«Olhe, por aí. Acho que foi a semana passada numa discoteca.»

« E o jovem não sabe que o tráfico de estupfacientes é crime?» - também gostava de perceber porque é que as autoridades nos correm a "jovens", será que lhes ensinam isso na escola?

«Sei sim Sr. Agente.»

«Se sabe porque é que os compra?»

«Oh Sr. Agente - digo com um daqueles ares de cão abandonado - mas isso não tinha sido discriminalizado?»

«Foi sim sr.! A posse de drogas até uma certa quantidade não é penalizável.»

Boa, pode ser que me safe, pensei.

«Então diga lá Sr. Agente e esse "brindezito" passa da gramagem permitida ou não?»

«Não, não passa.» diz o Sr. Agente.

Acabo de ganhar mais dez centimetros de altura e dez anos de vida...

«Mas vai ter de explicar como é que isto está na sua posse.»

Filho da puta! O sacana tomou-me de ponta.

«Epá, isso foi como lhe disse. Arranjei isso numa discoteca a semana passada mas, sinceramente, como nem me lembro de ter chegado a casa confesso que também não me lembro como é que isso veio parar ao meu bolso...»

«Isso é que é pena, mas de qualquer das formas, se se lembrar passe lá em cima na esquadra e dê-nos então o nome do personagem.

Agora boa noite, continue pela berma e se fizer favor tire isso dos ouvidos.»

E lá seguiram o seu caminho, deixando-me sem ponta de sangue e depois de me terem purgado qualquer restea de THC que ainda pudesse resistir no meu organismo.

Agora digam-me vocês uma coisa.

Quem é que é mais calhau afinal?

O governo que descriminaliza a posse, mas não clarifica a situação da compra, ou o Sr. Agente que acha que eu vou denunciar quem me fornece???

Decida-se quem manda porra, senão qualquer dia eu, - que até sou um bom cidadão, que pago os meus impostos na íntegra, bem, não na íntegra porque não pago a taxa de saneamento porque os SMAS da minha santa terrinha não existem e por isso eu acho que não tenho de contribuir para impostos ficcionais, não roubo nos supermercados, pago o condomínio, uso gasolina sem chumbo e só ando de carro particular em caso de extrema necessidade -, arrisco-me a ser preso porque fui comprar umas ganzas para fumar mais a minha maria, porque pelo menos enquanto nos rimos não nos lembramos dos impostos para pagar, da merda do SMAS que me faz ficar sem água três dias por semana, do aumento da poluição na atmosfera e de que quando chegarmos a velhos não vai haver dinheiro para as nossas reformas.

Senhores governantes, no tempo da "outra senhora" havia o carrascão para que as pessoas desanuviassem a cabecinha, hoje, depois do 25 de Abril há a erva, o haxixe e o pólen, todos derivados da cannabis que cumprem na perfeição o papel que o carrascão cumpriu no tempo da ditadura, por isso aqui fica o meu conselho.

Passem a permitir a venda e o consumo da cannabis dentro de certos limites, de forma a permitirem, a quem assim o queira, passear pelas ruas do nosso Portugal de sorriso idiota estampado no rosto, esquecidos da merda de País em que vivemos, muito por vossa culpa. Vão ver que até ganham com isso. 

Uma vez que a aposta para o desenvolvimento do País passa pelo turismo, já pensaram como se sentiriam os turistas que nos visitam quando passeassem pelas nossas ruas apenas para ver a felicidade estampada no rostos de milhares de portugueses??

E pronto fico-me por aqui que está na hora de ir à "discoteca" arranjar alguma coisa para fumar...

 

 

 

 

 

publicado por Flame às 16:54
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Raios abrasem os putos!

Epá, ontem dei-me conta de uma coisa, há uma parga de tempo que não vejo em qualquer fila de supermercado, na sombra de alguma esplanada, ou até mesmo, imagine-se, numa qualquer loja de brinquedos, uma mãe ou um pai assentar, assim como quem não quer a coisa, uma daquelas palmadas a que o meu pai chamava de "correctiva" e que me aplicava na altura certa e com a intensidade ideal, para não magoar mas sim para me abrir a pestana em relação ao meu comportamento.

Porém, ontem também me dei conta - o meu cérebro funciona assim, tem longos períodos de latência, mas quando acorda desata a tecer considerações como se não houvesse amanhã - que os sacanas dos putos fazem cada vez mais estrilho.

Eu não sou pai, sou tio e tenho a meu cuidado dois putos de 15 e 5 anos. O mais velho é aquilo que eu considero um caso perdido. Mimado até ao tutano, com uma insolência tão grande que só apetece arrancar-lha a pau de marmeleiro e uma futilidade de fazer inveja a todas as tias de Cascais e arredores. Mas como dizia, esse é um caso perdido, os pais que o aturem!

Agora o mais novo é diferente. Esse está naquela idade em que absorve tudo o que o rodeia com a mesma facilidade com que devora jogos para a PSP.

E como sou eu que o aturo, o petiz tem de tocar a música ao meu gosto...

Para terem uma ideia, certo dia, logo nos primeiros tempos em que fiquei a tomar conta do crianço, levei-o ao hipermercado. Quando cheguei à caixa e comecei a colocar as compras no tapete, saltaram-me à vista dois chocolates e um chupa-chupa dos pokémons que o puto mandou para dentro do carro sem que eu reparasse - hábito ganho com os papás -, eu descontraidamente dividi no tapete as compras, colocando em primeiro lugar as compras de casa e depois, separadas pela placa do "cliente seguinte" as guloseimas de sua Exª.

A senhora da caixa disse-me o total das compras que eu paguei e depois deixei-a passar as guloseimas. Quando ela me disse o valor eu virei-me para o meu pirralho e disse-lhe «Pronto, agora paga à senhora!», como não podia deixar de ser o miúdo olhou para mim todo atrapalhado e disse-me que não tinha dinheiro, ao que eu respondi que também só tinha dinheiro para as minhas coisas e que ele agora tinha de pedir desculpa à senhora mas que não ia comprar as guloseimas. Até hoje o meu sobrinho sempre que vai ao supermercado comigo ou com a tia pergunta «Podem-me comprar isto?».

Ontem quando o irmão mais velho lhe ganhou justamente num jogo de futebol desatou a chorar que nem uma Madalena arrependida. Eu, que gosto pouco de mimalhices destas, disse-lhe que o irmão tinha ganho porque tinha jogado melhor e que ele já tinha por outras vezes, ganho ao irmão pelo mesmo motivo. Ora o sacana do puto não vai de modas e manda-me calar com um berro que quase me furava os tímpanos.

Ah menino, dei-lhe então a primeira palmada no rabo, apenas com a força suficiente para eu conseguir a sua plena atenção, que aliás consegui. Aproveitei o seu olhar surpreso - acho que foi a primeira palmada que levou nos 5 anos da sua existência -, e disse-lhe «Meu rapaz, se tens idade para gritar como um adulto tens idade para ser castigado como um adulto, por isso vê se atinas.» O puto então perguntou-me porque é que lhe tinha batido e eu disse-lhe que gritar daquela forma para alguém mais novo ou mais velho era uma falta de respeito e, como eu sempre o tinha respeitado não admitia que ele falasse assim comigo.

O puto olhou para mim outra vez, disse-me «'tá bem!» e perguntou se podia ir ter com o irmão. Eu deixei-o ir, ainda que não muito certo que a minha psicologia tivesse entrado naquela cabecita loira.

Quando a mãe o foi buscar depois de jantar, o meu adorado sobrinho, sol dos meus dias, virou-se para a progenitora e disse-lhe do alto da infinita sapiência dos seu 5 anos: «Mãe, vou deixar de gritar contigo e com os outros porque isso é uma falta de respeito, mas tu também não podes gritar comigo porque eu sou pequeno mas sou gente. Por isso quando eu me portar mal tu avisas mas não gritas, 'tá bem?»

Com os pais ele pode fazer o que quiser, como quiser, agora aqui com o tio a conversa é outra.

Os actuais pais não se podem esquecer que estão a educar os futuros portugueses e eu sinceramente digo-vos, se isto continua assim eu vou emigrar. Ai vou, vou! 

música: Um tio preocupado...
publicado por Flame às 11:56
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